BIOGRAFIA

Flávio Lúcio Corrêa de Faria nasceu no dia 10/3/1958 na cidade de Astolfo Dutra,  na Zona da Mata de Minas Gerais. É o quinto dentre os oito filhos de Waldemiro Corrêa de Faria e Marília de Dirceu Oliveira Faria (Dona Lila). Nascido e criado dentro da filosofia Kardecista,  é neto da famosa médium mineira Anita Borela de Oliveira, que faleceu antes do seu nascimento. Flávio teve uma infância atípica, porque suas primeiras colegas de  infância foram extamente as meninas órfãs abrigadas por uma instituição criada por sua avó Anita: a Fundação Espírita Abel Gomes (chamada, simplesmente, de "Asilo").

2) Seu pai mudou-se para Brasília em 1962, com o filho mais velho: Cláudio César. Quando teve condições financeiras, no início de 1965, trouxe o restante da família, antes de Flávio completar 7 anos. A família foi morar na Superquadra 405 da Asa Norte. Nessa época, não existiam "brasilienses", porque praticamente todos os que viviam na capital eram migrantes de outras cidades. Essa convivência com pessoas de todas as regiões do Brasil teve influência marcante na construção do seu trabalho, marcado pela versatilidade de ritmos de diferentes culturas.

 

"Como todo candango, sou fruto da mistura de culturas, da migração de diferentes povos, que participaram da nossa vida desde a infância. Convivi desde cedo com nordestinos, cariocas, paulistas e gaúchos. Sou um pouco de cada um deles. Minha música nasce desta mistura de sons e sentimentos urbanos, de uma pessoa que vive e vê a cidade por baixo: pelos bares, becos e bueiros. De uma pessoa que observa a vida com os olhos sempre encantados, com o coração apaixonado pelas coisas simples do cotidiano”.

3) Do pai, Waldemiro, herdou a paixão pelos estudos e o amor à leitura. A família, sem exceções, lia muito e praticamente todos os filhos se formaram pela Universidade de Brasília - UnB, mesmo oriundos de escolas públicas. Da mãe, Dona Lila, veio a relação com a espiritualidade e com a caridade. 

 

4) Aos 13 anos, Flávio participou do Coral do Colégio do Setor Leste, em Brasília. Naquela época, já sabia tocar um pouco de violão e compunha  timidamente suas primeiras canções. 

5) Iniciou sua vida artística ainda jovem, em 1974, aos 16 anos, quando classificou sua música "Pêndulo" para o Festival do Colégio Elefante Branco, dentre mais de 2  mil concorrentes. Foi nesse colégio que conheceu seus melhores amigos até os dias atuais e seu principal parceiro, o poeta Vicente Sá, com quem compôs mais de uma centena de músicas. 

6) No Elefante Branco teve contato com o Teatro, por intermédio do amigo Paulo Sérgio Silva Santos (o Batatinha). Por se tratar de uma pessoa muito inquieta, não bastou para ele montar peças de outros autores. Escreveu as suas também. Em 1975, aos 17 anos, aconteceu a montagem de sua primeira peça "Os Filhos do Homem", que participou do I Festival Nacional de Teatro Amador - FENATA, sob direção de seu irmão Sérgio Augusto, que mantinha a Cia de Teatro Acrópole. Além dessa obra, Flávio também teve outras duas peças montadas, "O Caçador de Estrelas" (com Marco Antunes) e a "A Qual Verdade Essa Estrada Leva?". Foi compondo trilhas para Teatro que sua obra ganhou corpo, expressando maior intensidade poética e  variedade rítmica.

7) Em 1977 passou no vestibular para a Universidade de Brasília - UnB onde graduou-se em Sociologia e Antropologia 5 anos mais tarde, em 1982.

8) Paralelamente à UnB, Flávio foi servidor de carreira do Banco do Brasil, onde trabalhou por 22 anos. Em 1998, passou no concurso para a carreira de Analista de Planejamento e Orçamento, onde se aposentou, em 2018. Em 1978, envolvido com movimentos de Esquerda, foi preso pelos órgãos de repressão da Ditadura Militar, por elementos que se identificaram como membros do CCC (Comando de Caça aos Comunistas). Foi dado como desaparecido por 4 dias, enquanto era torturado por meio de choques elétricos e geladeira. Depois, ainda permaneceu preso nas dependências do DOPS (Departamento da Ordem Política e Social) por outros 30 dias. Respondeu a processo com base na famigerada Lei de Segurança Nacional, até a concessão da Anistia, em 1979, no governo do General Figueiredo.

9) Em 1979, com 21 anos, fez seu primeiro espetáculo solo, "Pavio ao Vento", no teatro da Escola Parque, em Brasília, com uma banda de alto nível, capitaneada pelo violista Jaime Ernest Dias. A partir de 1981, passou a trabalhar sob direção de Toninho Maya, ao lado da Banda Artimanha. 

10) Em outubro de 1983, casou-se com a médica Luciana Mendes Lacerda, com quem teve dois filhos, Luiz Renato e Luiza. Separaram-se em novembro de 1992.

11) Entre 1989 e 2002, manteve ao lado do guitarrista Toninho Maya, no Edifício Rádio Center, em Brasília, o Estúdio Artimanha, do qual foi coproprietário. Por este estúdio passaram muitos artistas e bandas famosas, como Rosa Passos, Os Raimundos, Pato Fu, Cássia Eller, Célia Porto, Zélia Duncan e diversas bandas de rock da capital.

12) A experiência de "empresário", dono de estúdio e produtor, não fez bem a Flávio. Quando saiu da sociedade do Artimanha, resolveu se afastar dos palcos. A relação com a música e com o meio musical já não lhe era prazerosa. Embora tenha ganhado muito dinheiro, particularmente em composições de jingles para campanhas políticas e publicitárias, todo o capital foi reinvestido na própria empresa e ele próprio não se beneficiou diretamente dos ganhos. Foi nesse período que seu  primeiro casamento se desfez. Ficou praticamente 12 anos afastado da música, apresentado-se apenas esporadicamente, quando convidado. Mas continuou compondo em casa, de forma menos intensa. Foi durante esse período de reclusão que Flávio resolveu escrever seu primeiro livro, "A Expedição Solar", que teve excelente repercussão na época. Foi lançado na Bienal do Livro, em São Paulo, e indicado ao Prêmio Jabuti de 2004.

13) Em 1995, casou-se pela segunda vez com Rosane Rangel de Almeida, sua grande parceira em viagens de motocicleta. Foi um período promissor em composições em parceria, que até então eram raras. Rosane gostava de receber os amigos em casa, que propiciaram encontros que se transformaram em música ou em projetos de viagem.

14) Foi em 2014 que Flávio Faria retornou aos palcos, primeiramente em duo de violões, ao lado de Toninho Maya e, depois, com o guitarrista Mário Guilhon. Foi na casa de Maya que Flávio conheceu boa parte de sua futura banda. A partir daí retomou sua atividade profissional sem interrupções. Em maio de 2016, aos 58 anos de idade, iniciou a gravação do seu primeiro CD, "Na Boca do Mundo", que contou com a participação de 19 profissionais. O CD foi lançado em dezembro de 2016, no Clube do Choro de Brasília.

15) Lançou o segundo CD, "Rio Raso", doze meses depois do primeiro, em dezembro de 2017. Desta vez o lançamento ocorreu no Rio de Janeiro, com dois shows realizados na Casa com a Música, na Lapa; e no Beco das Garrafas, em Copacabana. O lançamento em Brasília só ocorreu em março de 2018, no palco do restaurante Feitiço Mineiro.

16) Os quatro parceiros de Flávio vivem em Brasília: os poetas Vicente Sá e Fabrízio Morelo, e os compositores Sérgio Duboc e Aloísio Brandão. 

17) Violonista e cantor de respeito, Flávio estudou canto com a mezzo soprano Ana Maria Martins e violão com o renomado violonista Luciano Fleming. Também fez cursos de Harmonia com Amaury Machado e Toninho Maya. Porém, ele mesmo confessa que aprendeu muito mais na vivência com instrumentistas de sua banda do que por intermédio do estudo formal da música. Sempre esteve ao lado de músicos que mais tarde se tornariam consagrados, como é o caso do próprio Toninho Maya, e de outros talentosos artistas, como Jorge Helder (que tocou com Caetano e Chico Buarque), Nema Antunes (ex-baixista do Ivan Lins),  Rênio Quintas (maestro e marido da cantora Célia Porto), Jaime Ernest Dias (violonista), Dunga (ex-baixista do Lulu Santos e de Ana Carolina), dentre tantos outros.

18) Outra característica do artista é a sua paixão por viagens de motocicleta de ​longa duração. Esteve em 14 países sobre uma moto . Os diários, fotos e vídeos dessas aventuras podem ser vistas na aba "O VIAJANTE", deste site.

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